O Governo do Distrito Federal (GDF) já começa a colher os frutos da nova política fiscal, adotada desde abril de 2026. Nela, a Secretaria de Economia (Seec-DF) adotou a orientação estratégica de gastar com qualidade e melhorar a performance da arrecadação para, no fim, recuperar a saúde financeira. “O objetivo dessa não é apenas arrecadar mais, mas fazê-lo melhor e transformar os recursos em serviços públicos de qualidade”, disse o subsecretário do Tesouro do DF, Luiz Barreto, em palestra na 68ª reunião da Comissão de Gestão Fazendária (Cogef), instituição criada no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária, o Confaz, e realizada na semana passada em Brasília.
O gestor valeu-se de diversos gráficos para festejar algumas melhorias nos aspectos relacionados à receita e despesa. Por exemplo: em janeiro deste ano, a receita realizada (aquela que efetivamente entrou no caixa) foi de R$ 3,76 bilhões. Entretanto, a despesa empenhada (recursos reservados para garantir o pagamento de serviço ou obra) chegou a R$ 6,08 bilhões. A diferença entre o arrecadado e o empenhado neste mês chegou a 61,7% negativos. Em abril, a receita foi de R$ 3,42 bilhões e o montante empenhado ficou em R$ 3,54 bilhões, num registro já positivo de 3,5%.
Os números falam por si só, mas Barreto elencou outras medidas em andamento que demonstram uma harmonização da receita e da despesa. Por exemplo: foi adotada uma carteira estratégica para ampliar a arrecadação de forma sustentável. “Ela garante justiça fiscal e modernização”, reforçou Luiz Barreto. São 18 iniciativas em curso, com potencial de arrecadação de até R$ 4 bilhões anuais.
O foco global? A conformidade e o combate à fraude. Passa pelo apoio do Legislativo, com alterações normais para tributos como o IPVA e o ITCD; infraestrutura tecnológica, com investimentos de Data Lakes e Inteligência Artificial preditiva; e, por fim, capacitação técnica do capital humano para auditoria eletrônica e inteligência fiscal.
Com essas ações, o horizonte de incremento chega a R$ 1,45 bilhão a curto prazo (2026) com automação e malhas fiscais; R$ 1,27 bilhão (médio prazo, para 2027) com as revisões normativas e legislativa; e R$ 1,30 bilhão (estruturante, de 2028 para frente) com conformidade e monitoramento.



